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Por que os filtros de barro são realmente eficientes

Por que os filtros de barro são realmente eficientes
Os velhos conhecidos filtros de barro e de cerâmica que nossas avós usavam estão em alta. A maior fabricante do país anunciou um aumento de 20% nas vendas em 2015. E a procura deve subir.
 
É só ver a quantidade de pessoas que estão buscando pelo equipamento no Google:

O sucesso dos filtros de barro nos últimos tempos tem sido apontado como consequência da crise elétrica, que torna a energia mais cara, e da crise da água em São Paulo, que fez os paulistas terem de consumir o volume morto da Cantareira, a reserva de água mais profunda. Na época em que foi anunciada a captação do volume morto, surgiu o temor de possíveis contaminantes na água, como metais tóxicos e bactérias.
 
É aqui que entra o velho conhecido filtro de barro: ele foi apontado como uma solução eficiente para filtrar a água possivelmente poluída que sai das torneiras. Não há evidências de que ele realmente tire todas as impurezas da água consumida - mas sabe-se que é realmente um dos mais eficientes.

O MOTIVO É O PRÓPRIO SISTEMA DE FILTRAGEM: NATURAL E LENTO

Nos filtros de barro, a água é armazenada na parte superior do equipamento. De lá, por causa da gravidade, o líquido vai passando, de gota em gota, pelas paredes porosas do filtro.
 
Com lentidão e a pressão garantida pela gravidade, o sistema é capaz de filtrar partículas de até um micron (medida que equivale a um milionésimo de metro). Assim, a maior parte dos poluentes e bactérias ficam de fora.
 
"Como o processo é vagaroso, o poder de purificação é maior. Quanto mais lentamente a água passar, mais limpa ela será", explica Claudio Milton Montenegro Campos, especialista em saneamento e recursos hídricos e professor no departamento de Engenharia Ambiental e Sanitária da Universidade de Lavras.
 
Segundo ele, outros tipos de filtros, como os de torneira, tendem a ser menos eficientes. Como a pressão é alta, a água passa rapidamente pelo filtro e acaba não ficando tão limpa.
 
No entanto, o revestimento de barro não é necessariamente sinônimo de qualidade. Segundo Montenegro, é importante ver quantos sistemas de filtragem há dentro do dispositivo. Normalmente são três — o que dá conta do recado. Uma recomendação é analisar o selo do Inmetro, que certifica os filtros de água comercializados no Brasil.
 
Para ser aprovado pelo Inmetro, o produto deve estabelecer redução no número de partículas de ao menos 85% e eficiência bactericida de 95%. Algumas das maiores fabricantes de filtros de cerâmica que garantem a eliminação de 99% das bactérias e microrganismos presentes na água.
 
Além disso, os adeptos do filtro de barro sabem: a água está sempre fresquinha. Por conta do revestimento de barro, os filtros conseguem manter a água até cinco graus centígrados mais fria do que a temperatura ambiente. O sistema também é econômico, uma vez que ele não depende de energia elétrica; e as velas são mais baratas que refis de filtros modernos.

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